Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Sábado, Novembro 07, 2009
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Insondáveis desígnios...
O Joyce, pasmado, a chamar-me fiteiro!
Hum, o desfocado é do fumo da fervura, na caçoila...
Tripas aos molhos, à moda da Avó Ester.
Estertorava ant'onte numas quase vascas d'agonia, enjoo e outras demais cousas que não adiantarei. Seguindo o povo previdente e pobre, engorgitei durante três dias canjas de galinha a eito. Já quase cacarejava como poedeira pedrês, maldizendo minha desdita e malasina, quando me telefonaram convite do Marão para um almocinho caseiro. Regouguei guturalmente (passe o tautológico da coisa), em flébil falsete da maleita algures tomada. Que não, me responderam, aguente-se na viagem, que a canja daqui leva óleos santos.
Pecador, lá fui... Uma viagem com muita chuva e nevoeiro a juntar à enxaqueca e débil estado, me foram quase insuportáveis. Já em bom porto, logo no limiar, o cheiro me revolteou o estômago fraquejado. E quando à mesa sentadinho vi chegar o primeiro prato: tripas, julguei finar-me. A muito medo, meti garfo, e outro, e outro, provei o arrozinho de forno e lá marchou uma pratada. Muito atento aos ecos de dentro, nada ouvi que m'acautelasse. Vieram, de seguida, as tripas aos molhos, à moda da Avó Ester, recheadas com um presunto e carne picada... bom: Não havia hipótese: ou batia em retirada ou, porfiado, que nem valente guerreiro mongol, galopava, estepe afora, à desfilada. Talvez por apreciar galopes e choutos largos, fui por aqui... Uma, duas, esquerda, direita de 90 graus... meio litro d'água, atenção à reacção, nada a acusar, continuemos. E aí fui, à solta, prado inteiro. Acabei, como uma abadessa afoita, com umas maçãzinhas caseiras (do pomar das Pedras Salgadas) polvilhadilhas de canela das índias. Um café e... fiquei bom!
Os desígnios do Senhor são insondáveis! Querem lá ver que a galinha estava doente!?
Sábado, Outubro 31, 2009
Posse dos Eleitos de Sernancelhe
Dr. José Mário Cardoso, Presidente da Câmara de Sernancelhe
Tenho-me quedado, enfermiço, esta semana, mais tempo de cama que erguido.
Ontem, às 17, com muito custo, fui ao Sátão, à missa do 30º dia do passamento de minha Mãe.
Um pouco melhor, hoje, fui a Sernancelhe à tomada de posse dos Eleitos locais, a convite da Autarquia.
O meu amigo de há 35 anos, Zé Mário merece muito mais que esse sacrifício. É do PSD, partido com o qual não tenho particulares identidades. Mas é, há 20 anos, um dos bons e sérios autarcas portugueses. Com obra feita, com as contas em ordem, como o reconhece, por ex. o insuspeito Tribunal de Contas, um dos mais rápidos pagadores a fornecedores, etc, etc...
Tenho colaborado com a Câmara de Sernancelhe em vários projectos. Sempre graciosamente, porque para mim já é paga que baste ter todo o incondicional apoio na divulgação da obra de Aquilino Ribeiro.
Além disso, esta Câmara é afável, amável, disponível, culturalmente muito interessada, eficaz e produtiva. E tal seria suficiente, não fosse ainda o acréscimo dos afectos, agora também alargados ao eficiente Vice-Presidente, Carlos Silva, com quem tenho privado amiúde, para consolidar esta nossa bilateralmente profícua relação.
Autarquia do interior, bastava-lhe esse pesado ónus para dificultar a tarefa do muito e bem fazer. Mas ali, parece que os obstáculos são vitaminas... Da rijeza daquele granito nascem obras notáveis. E bastar-nos-ia Aquilino para o confirmar...
Fui desafiado para integrar duas Comissões de Honra de dois distintos candidatos, nestas eleições, em Viseu. Aceitei um deles. Sou um homus politicus, mas apartidário. E entendendo o homem político como o ser imbuído e consciente de todos os pressupostos de cidadania, com consequente e conforme atitude, não abdico de exercer os meus interventivos direitos. Quanto a filiações partidárias, sou um relapso, porque, na minha insaciável capacidade de querer perceber as acções e os actos, e sobre eles emitir lúcida opinião, repudio peias que me desfoquem a nitidez da realidade. Vulgo, a parcialidade.
Fui "aliciado" para quatro tomadas de posse. (Até pareço um tipo importante, mas sou exactamente o contrário: um "laparoto" apagado!). Hoje à tarde, às 15H30, decorreu em Mangualde a do mais jovem autarca do distrito de Viseu. A de João Azevedo, do PS, que cometeu grande proeza ao ganhar, com honra, folga e glória, ao edil do PSD que por lá deambulou 12 anos. Infelizmente, o estado de saúde, impediu-mo. Mas gostava de ter ido, ai isso gostava...
Tenham bom fim de semana, e desejem-me as melhoras. Obrigadinho!












